terça-feira, abril 18, 2006

"Quando se ateia em nós um fogo preso"


"Fogo Preso" de Vasco Graça Moura (Drama Box, Mísia)
O poema é dito pela Fanny Ardant, pela Ute Lemper, pela Carmem Maura e pela Miranda Richardson


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"Quem me roubou o tempo"


"Quem me roubou o tempo que era um
quem me roubou o tempo que era meu
o tempo todo inteiro que sorria
onde o meu Eu foi mais limpo e verdadeiro
e onde por si mesmo o poema se escrevia"



Setembro 2001Sophia de Mello Breyner Andresen, in Relâmpago nº9, 10/2001

(fotografia de Ewa Brzozowska)

"Teus beijos a molhar cada rasgão"




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sábado, abril 15, 2006





"E à alegria diurna descerro as mãos. Perde-se entre a nuvem e o arbusto o cheiro acre e puroda tua entrega. Bichos inclinam-separa dentro do sono, levantam-se rosas respirandocontra o ar. Tua voz cantao horto e a água - e eu caminho pelas ruas frias como lento desejo do teu corpo.Beijarei em ti a vida enorme, e em cada espasmo eu morrerei contigo. "


Herberto Helder

(Todas as fotografias que insiro sem nome são da minha autoria, quando são de outros autores refiro sempre o nome, contudo estas tinha guardado há uns tempos e não as consigo identificar.)

sexta-feira, abril 14, 2006


(Fotografias de António Covarsí)


quarta-feira, abril 12, 2006

"O tempo faz e desfaz a vida"



"Nada tão intenso como o tempo
no interior do corpo.
Porque ele passa
como um rumor nas pedras que nos cobrem
e pelo sonoro desalinho de algumas árvores
que são os nossos cabelos imaginários.
Até na íris dos olhos o tempo
faz estalar faíscas de luz breve.
(...)
A pele escorre pelo corpo, com o seu corpo de água
e as lágrimas da angústia
são estridentes quando buscam eco,
mas não sentimos dentro do coração que somos
filhos dilectos do tempo e que, se hoje amamos,
foi depois de termos amado ontem.

O tempo é silencioso e enigmático,
imerso no denso calor do ventre.
Guardado no silêncio mais espesso,
o tempo faz e desfaz a vida."

Fiama Hasse Pais Brandão



sábado, abril 08, 2006

Flor Garduno



(fotografias da fotógrafa mexicana Flor Garduno)

terça-feira, abril 04, 2006

Lugar bem situado, Canções e Fugas, Mário Laginha





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I feel blue



I feel blue
deeply blue...

Sinto-me azul!
O acordeão do Galliano traz-me notas em formas de penas de Paris de Buenos Aires.....
O "Inverno Porteño" tenta-me aquecer nesta Primavera.
Um par de tango, um tango a par dos meus dias.

"La mort des amants".



"Nous aurons des lits pleins d'odeurs légères,
Des divans profonds comme des tombeaux,
Et d'étranges fleurs sur des étagères,
Ecloses pour nous sous des cieux plus beaux.
Usant à l'envi leurs chaleurs dernières,
Nos deux coeurs seront deux vastes flambeaux,
Qui réfléchiront leurs doubles lumières
Dans nos deux esprits, ces miroirs jumeaux.
Un soir fait de rose et de bleu mystique,
Nous échangerons un éclair unique,
Comme un long sanglot, tout chargé d'adieux ;
Et plus tard un Ange, entr'ouvrant les portes,
Viendra ranimer, fidèle et joyeux,
Les miroirs ternis et les flammes mortes."
Charles BAUDELAIRE (1821-1867),"La mort des amants".

Jarro em jarra

katarzyna widmansk




Várias leituras de folhas






(fotografias de João Parassu)

segunda-feira, abril 03, 2006

Fotografias de Christian Coigny


"Las cosas que se van no vuelven nunca"

(Fotografia de José Carlos Faria)
Las cosas que se van no vuelven nunca,
todo el mundo lo sabe,
y entre el claro gentío de los vientoses inútil quejarse.
¿Verdad, chopo, maestro de la brisa?
¡Es inútil quejarse!
Sin ningún viento¡hazme caso!gira, corazón;gira, corazón.

Garcia Lorca