quarta-feira, fevereiro 07, 2007



"Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi:
não soube que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo."

Pablo Neruda

segunda-feira, fevereiro 05, 2007


(...)
"Era de nácar negro,
da cor das uvas roxas,
e açoitou-me o sangue"

(...)
Pablo Neruda

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Transbordante de chuva


aqui vai, ai
cinza escuro, duro
da água trémula,
tremida,
ferida
ondulante
inquietante
transbordante de chuva.

quarta-feira, outubro 25, 2006

AUSÊNCIA


Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, setembro 16, 2006

sábado, setembro 02, 2006

Espero


ESPERO

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe,
de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.

Sophia de Mello Breyner

(Farol do Penedo da Saudade, S. Pedro de Muel, Agosto, 2006)

Em tempo de Holidays magnólias to Billie


ALL OF ME
Seymour Simons / Gerald Marks

You took my kisses and all my love
You taught me how to care
Am I to be just remnant of a one side love affair

All you took
I gladly gave
There is nothing left for me to save

All of me
Why not take all of me
Can't you seeI'm no good without you
Take my lipsI want to lose them
Take my arms
I'll never use them
Your goodbye left me with eyes that cry
How can
I go on dear without you
You took the part that once was my heart
So why not take all of me


(as fotografias a preto e branco de William P. Gottlieb as magnólias são do CCB)

quarta-feira, agosto 09, 2006

"PARA TI, SABES QUEM".


"EM TI HÁ QUALQUER COISA QUE ME ANIMA
EM TI HÁ QUALQUER COISA QUE ME TRANSCENDE
QUE ME QUEIMA AS PALAVRAS,
QUE NÃO RIMA
EM TI HÁ QUALQUER COISA QUE ME PRENDE.

É QUALQUER COISA IMENSA QUE VEM DE CIMA
E DESCE SOB MIM,
QUASE ME OFENDE,
MEUS SENTIDOS DOMINA E DESANIMA
MAS A MINHA VONTADE NÃO SE RENDE.

A VONTADE É DE FERRO NO MEU PEITO,
MAIS FEROZ QUE A ANSIA DA SAUDADE
MAIS PURA DO QUE O OLHAR COM QUE É FEITO,
MAIS PURA DO QUE A FORÇA DA VERDADE.

E SE A MINHA VONTADE ME SEDUZ,
MAIOR DO QUE O ORGULHO E QUE A VERDADE
SÓ ELA É QUE TE ACALME E TE REDUZ,
SÓ ELA ME TRANSPORTA REALIDADE."


O'queStrada

http://www.designexquis.com/strada/frame.htm

quarta-feira, agosto 02, 2006

Como nas monções


Como nas monções, gosto que a chuva dos meus cabelos inunde o teu corpo.

segunda-feira, junho 26, 2006

| pequena/grande atenção |





















Carlos Barreto, Valdo de Frades, 2006

sexta-feira, junho 16, 2006

SaxBlueJazz


SaxBlueJazz


O rumo dos nossos passos levava-nos de uma forma consciente até à Catedral.

Um emaranhado de ruas, de becos, de esquinas.
A romper o cinzento do dia, notas de música coloridas caminhavam na nossa direcção, ou seria o contrário.

À porta de uma casa um músico deliciava os que se deixavam deliciar.
A brilhar feito estrela o saxofone, gemia músicas cheias de nós. Sons, velados, íntimos, sensuais, de fraseados ágeis e de harpejos velozes.
“Um som redondo”, como quando me dizes “meu amor”. “Um som intenso”, quando te chamo “querido”. “Um som metálico” igual ao frio de quando nos separamos. Ou ainda “um som ressoante” dos nossos beijos feitos melodias, ou do roçar do meu vestido no teu fato, quando dançamos.

Cheia de ti a minha história a palmilhar dias, a calcorrear meses, a vaguear por entre anos passados, perdida de mim, ou a voar tempos futuros.

De momento voo baixinho ao som de Charlie Parker, com uma magnólia no cabelo à Billie Holiday.
Nesta fotografia vai o meu amor em forma de jazz, para ti “Bird” e por onde andarmos as Catedrais poderão ser caminho ou casa.

Barcelona, 2004

terça-feira, maio 23, 2006

sexta-feira, abril 28, 2006

Let's Make Jazz


Miles/ One For Daddy


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Notas voadoras

Miles Davis (Aaron Badgley)

(One for daddy de "Something Else")
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terça-feira, abril 18, 2006

"Quando se ateia em nós um fogo preso"


"Fogo Preso" de Vasco Graça Moura (Drama Box, Mísia)
O poema é dito pela Fanny Ardant, pela Ute Lemper, pela Carmem Maura e pela Miranda Richardson


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