quinta-feira, outubro 30, 2008

Toumani Diabaté 'Cantelowes'

Música Pintada Vassily Kandisky

Horizontal, 1924
Improvisation 30, 1913
The Art Institute of Chicago
(aqui a lembrar as cores da cerâmica do Eduardo Constantino)

terça-feira, outubro 28, 2008

Pelas texturas e brilhos CHROMA Eduardo Constantino











Pelas cores CHROMA Eduardo Constantino







Pelas Formas CHROMA Eduardo Constantino




CHROMA de Eduardo Constantino


Se ainda não foram, não deixem de ir à Galeria Ogiva em Óbidos (até 2 de Novembro)
(...)
"Se a natureza é matéria, a reconstrução a que o ceramista procede, tirando partido do que podemos antecipar para melhor preparar a explosão da metamorfose, é um exercício idêntico ao da poética. Estamos perante o que os gregos , para distingui a mera reprodução do real da narração criativa chamaram transfiguração. A transfiguração torna possível um novo mundo. Este é talvez o conceito que melhor identifica a obra de Eduardo Constantino"
João B. Serra in Eduardo Constantino CHROMA, catálogo da exposição, Galeria Ogiva, Out./Nov. 2008

Jade


quinta-feira, outubro 23, 2008

"Retrato quase apagado em que se pode ver perfeitamente nada"

"Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases.
Por exemplo:- Imagens são palavras que nos faltaram.-
Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.-
Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira.
Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo:
há pessoas que se compõem de actos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras."

Manoel de Barros
"O Guardador de Águas"

quarta-feira, outubro 22, 2008

Candido Portinari (1903-1962)

Clarinetista,1961
Pintura a têmpera/tela 195 x 129 cm
Colecção particular, Belo Horizonte


Músico c.1959
Pintura a óleo/cartão 24.5 x 13.8 cm
Colecção particular, Rio de Janeiro

Aquarela do Brasil, Ari Barroso





Clarinetista,1960
Pintura a óleo/madeira 63 x 52cm (aproximadas)
Colecção particular, Belo Horizonte












"Tu és o nó de sangue que me sufoca.
Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões
da madeira fria.
És uma faca cravada na minhavida secreta.
E como estrelas
duplas
consanguíneas, luzimos de um para o outronas trevas.
"Herberto HelderPHOTOMATON & VOX
Assírio & Alvim1995

quarta-feira, outubro 15, 2008

Música Pintada, Henri Matisse (1869-1954)

A Música
1939
óleo s/ canvas (115.2 x 115.2 cm)
Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, NY

O Alaúde
Fevereiro 1943
Óleo s/ canvas (59.4 x 79.5 cm)
Colecção privada


A Lição de Música

1917

Óleos s/ canvas(244.7 x 200.7 cm)

Barnes Foundation, Merion, PA


STING & EDIN KARAMAZOV - ST LUKES CONCERETTE PART 2


Música Pintada, Henri Matisse (1869-1954)

Jazz (1947) é um livro com cerca de cem gravuras feitas com base em recortes de papel. Os temas são o teatro e o circo. A linha de orientação, a improvisão, daí Jazz.
O artista escreveu em 1947 a um amigo " Existem coisas maravilhosas no verdadeiro jazz, o talento de improvisar, a vivência, do músico e do público tornarem-se apenas num".


Ícarus
1947
da série "Jazz"


O Destino
Plate XVI da série "Jazz"
O Lançador de facas
XV da série "Jazz"
O Circo
Plate II da série"Jazz"

Charlie Parker & Dizzy Gillespie


Música Pintada

"Música pintada" foi uma recolha feita no ano passado numa homenagem à pintura e à música.
A vossa ajuda será bem vinda.

sábado, outubro 11, 2008


vai assim de fundo negro dos meus olhos
escrito cor de vinho embebedado
vai assim como um tango colado
um swing molhado
vai assim em forma de beijo-mel
uma boca para tocar
um lábio por morder
um dedo para te desenhar no meu corpo
vai assim, aqui todo o meu afecto
que rebenta no meu peito
e canta e chora
a dançar, sempre a dançar
numa nuvem, numa estrela
procurando o meu par
E a lua pasmada a olhar
numa fase de amor crescente
sempre numa fase cheia
de saudades
que não vêem fases minguantes



m.

sexta-feira, outubro 10, 2008

"Para entender nós temos dois caminhos"


"Para entender nós temos dois caminhos:

o da sensibilidade que é o entendimentodo corpo;e o da inteligência que é o entendimentodo espírito.Eu escrevo com o corpo.Poesia não é para compreender,

mas para incorporar.Entender é parede; procure ser árvore."


Manuel de Barros


quinta-feira, outubro 09, 2008

terça-feira, setembro 02, 2008

"Fotografam tudo o que lhes agrada, mesmo o que nada diz ao olhar desprevenido dos outros: o entrelaçar das silvas e dos tojos na vertente semiobscura onde os ramos dos zambujeiros se inclimam até ao solo; a nudez das oliveiras velhas contra a lua; o reflexo projectado no chão por aqueles arbustros de um branco esverdeado, de que eles não sabem o nome; o manto vermelho, o fulgor dos peixes, em rápidos voos, no tanque onde Lionel diz ter plantado sonhos na infância."

in Urbano Tavares Rodrigues
A Bela e o Monstro, publicado em Carnaval Negro, Edições ASA

domingo, agosto 10, 2008

Origem dos sonhos esquecidos


Entre a bicicleta e a laranja
vai a distância de uma camisa branca
Entre o pássaro e a bandeira
vai a distância dum relógio solar
Entre a janela e o canto do lobo
vai a distância dum lago desesperado
Entre mim e a bola de bilhar
vai a distância dum sexo fulgurante
Qualquer pedaço de floresta ou tempestade
pode ser a distância
entre os teus braços fechados em si mesmos
e a noite encontrada para além do grito das panteras
qualquer grito de pantera
pode ser a distância
entre os teus passos
e o caminho em que eles se desfazem lentamente
Qualquer caminho
pode ser a distância
entre tu e eu
Qualquer distância
entre tu e eu
é a única e magnífica existência
do nosso amor que se devora sorrindo

Mário Henrique Leiria
in A Única Real Tradição Viva
Perfecto E. Cuadrado
Antologia da Poesia Surrealista Portuguesa
Assírio & Alvim
1998