quinta-feira, dezembro 06, 2007

"Quando um ramo de doze badaladas"





"Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado."
Natália Correia
Poesia Completa
Publicações Dom Quixote
1999

2 comentários:

isabel victor disse...

gostei muito ... de conhecer este espaço.arte

vou passando ...

bj*

iv

aramis disse...

Passa no "Aramis-Cavalgada", tens lá algo para ti!
Beijinhos muitos