terça-feira, abril 21, 2009

a àgua já chegou....

Ferreira da Silva, Caldas da Rainha


a àgua já chegou....




Gostei de finalmente ver que a água chegou à obra do Ferreira da Silva e as pessoas andavam por lá animadas. Tardava o finalizar desta obra e agora praticamente concluída terá certamente uma leitura diversa.
Aquele espelho azul, grande e calmo, vem dar a unidade ao espaço que faltava (aliás ela, a água, era desde o início, o elemento criador do pensamento do artista). Espero sinceramente que seja espaço de passeio dos caldenses e de turistas (já lá vi um grupo de espanhóis a tirar fotografias), espero também que seja possível a requalificação daquele local e que (contrariamente ao que é hábito no nosso país) esta água esteja sempre limpa. Será o mínimo que se pede, pela génese desta cidade, pelo Ferreira da Silva e por todos nós.




quinta-feira, abril 09, 2009

"Regresso"

(c)Fernando Lemos, 1951



REGRESSO


"Não vim à procura de nada
Nem de saudades que não tenho
Nem de carga do tempo perdido
Nem de conflitos sobrenaturais
Do tempo e do espaço


Amei desde criança
Certas coisas que não choro
Fui a pureza deslumbrada que não volta jamais
O vidro sem ranhura que o sol atravessa
A pureza
Que me deixou feridas imortais


Vim para ver
Para ver de novo
Para contemplar sem perguntas
Não vim à procura de nada
Não me perguntem por nada
Um rio não se interroga
O vento não se arrepende.»



Alberto Lacerda

segunda-feira, abril 06, 2009

domingo, abril 05, 2009

(c)margarida araújo

NNEKA - Africans

sexta-feira, abril 03, 2009

Alguns nomes começam por R

"este mar ar
que navegamos
onde estamos
aqui
azul
onde vamos em luas de luar
e nuvens trespassadas
de cardos nocturnos
delirantes
aqui
sentados
à espera
que passem os pássaros
migradores
e seguir os argonautas"

Armando Correia, 2007

Quarta-feira, dia 1 de Abril, estava longe de aquela conversa de mar e pesca, de Peniche e alegrias seria uma despedida tão próxima. Dizia-me o Renato que estava mal, dizia que tinha as mãos frias, que eu em vão tentei aquecer. Sabiamo-nos amigos e eu sobretudo de tanta companhia que me fez e tanto que procurou saber os males raros que me afligiram há anos. Depois, vizinhos, cruzávamos-nos quase que diariamente. Pois foi por entre nabos, couves e hortaliças que nós dissemos adeus. O Renato disse-me que ainda tinha muito para falar sobre o Armando (Correia) e nos havíamos de encontrar.
Hoje ao ler o poema do Armando esperancei que se estivessem a encontrar.

Pedro Caldeira Cabral - Balada da Oliveira